sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ementa Antropologia Cultural - Curso de Pedagogia Uenf


ANTROPOLOGIA CULTURAL

Universidade do Estadual do Norte Fluminense
Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado
Centro de Ciências do Homem
Professor: Carlos Abraão Moura Valpassos

Apresentação

O Curso tem por objetivo apresentar um primeiro panorama da Antropologia ao aluno, familiarizando-o com as principais questões que caracterizam a disciplina. Para tanto, o programa será dividido em unidades destinadas a tópicos específicos: 1) O Olhar Antropológico (discussão sobre a abordagem da disciplina, suas origens no campo das ciências sociais e suas contribuições); 2) Etnocentrismo e Relativismo; e 3) A Etnografia como Metodologia de Pesquisa.

Metodologia

As aulas do curso serão expositivas, baseadas na bibliografia indicada para cada sessão. 02 (dois) filmes serão exibidos para proporcionar sua discussão pautada na bibliografia lida.

Avaliação

O processo de avaliação será efetuado por 03 (três) meios: 1) 20% da nota final corresponderá à avaliação da participação do aluno em sala de aula, o que envolve sua freqüência e suas intervenções nos debates; 2) 40% serão correspondentes a uma prova sobre os textos discutidos, o que deve acontecer em meados do curso; 3) os 40% restantes serão o resultado de um pequeno exercício etnográfico a ser desenvolvido pelos estudantes, em grupos, sobre temas que despertem seus interesses, de modo a familiarizá-los com o ofício do antropólogo e apresentá-los aos possíveis “estranhamentos” despertados no campo.

I – O Olhar Antropológico

Aula 1)

MINER, Horace. O Ritual do Corpo entre os Sonacirema. Publicação original: “Body ritual among the Nacirema”, American Anthropologist, Vol. 58, n°3 (1956). p. 503-507.

Apresentação da Metodologia de Avaliação do Curso e da Proposta de Trabalho Etnográfico em Grupo.

Aula 2)

LAPLANTINE, François. Introdução: o campo e a abordagem antropológica. In.: Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense.

LINTON, Ralph. As Origens do Homem. In.: O Homem – Uma Introdução à Antropologia. São Paulo, Martins: S/D.

Aula 3)

MAUSS, Marcel. As Técnicas do Corpo. In.: Sociologia e Antropologia. São Paulo, Cosac & Naify: 2003.

LÉVI-STRAUSS, Claude. O feiticeiro e sua magia. In.: Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro: 1985.

Aula 4)

DAMATTA, Roberto. Antropologia no Quadro das Ciências. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro, Rocco: 2000.


Aula 5)

Exibição e discussão do Filme “Dança com Lobos”. 1990. Direção de Kevin Costner e roteiro de Michael Blake.

II – Etnocentrismo e Relativismo


Aula 6)

LARAIA, Roque de Barros. Cultura – Um Conceito Antropológico. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor: 2002.

Aula 7)

DAMATTA, Roberto. Antropologia e História. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro, Rocco: 2000.

Aula 8)

LÉVI-STRAUSS, Claude. Raça e História. In.: Antropologia Estrutural 2. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro: 1993.

Aula 9)

KROEBER, A. L. O Superorgânico. In.: Donald Pierson: Estudos de Organização Social. São Paulo, Livraria Martins Fontes Editora: 1970.

 
Aula 10)

AHMADU, F. Rites and Wrongs: an Insider/Outsider reflects on Power and Excision. In: B. Shell-Duncan e Y. Hernlund (Ed.). Female "Circumcision" in Africa Boulder and London, Lynne Riener: 2000. p.283-330  (A ser apresentado pelo Professor).

HERSKOVITZ, Melville. O problema do relativismo cultural. In.:: Antropologia cultural. São Paulo, Mestre Jou: 1963.


Aula 11)

Exibição e discussão do Filme “Um Homem Chamado Cavalo” (1970).

Sinopse obtida em http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Man_Called_Horse:

John Morgan, um aristocrata inglês de modos refinados, faz parte de uma expedição em Dacota em 1821, quando é capturado pela tribo dos "Mãos Amarelas", índios da nação Sioux. É inicialmente escravizado e tratado como um animal de carga pelos guerreiros. Depois é colocado para trabalhar com as mulheres da tribo, em seus afazeres domésticos. Com o tempo ele aprende a respeitar a cultura nativa, ao mesmo tempo que seus captores o aceitam como um dos seus. Na tribo há outro homem branco cativo, Batise, que só pensa em escapar. Morgan chega a matar dois selvagens das tribos rivais (e os escalpela) e com isso consegue receber o almejado status de "guerreiro", passando a ser chamado de "Horse" pelos outros. Deseja casar-se com uma índia, mas para isso deve passar por todo o doloroso ritual imposto pelas tradições da tribo.

Aula 12)

Avaliação escrita sobre os textos discutidos nas Unidades I e II.

III - A Etnografia como Metodologia de Pesquisa

Aula 13)

MALINOWSKI, Bronislaw K. Introdução: tema, método e objetivo dessa pesquisa. In.: Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo, Abril: 1984.

DAMATTA, Roberto. O ofício do Etnólogo ou como ter ‘Anthropological Blues’. In.: A Aventura Sociológica: objetividade, paixão,’ improviso e método na pesquisa social. E. Nunes (org). Rio de Janeiro, Jorge Zahar: 1978.

Aula 14)

VELHO, Gilberto. Observando o familiar. In.: Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Rio de Janeiro, Jorge Zahar: 1981.

DAMATTA, Roberto. Trabalho de Campo. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro, Rocco: 2000.

Aula 15)

Seminários dos Grupos Apresentando os Resultados Obtidos em seus exercícios etnográficos.


Aula 16)

LAPLANTINE, François. A Etnografia como atividade Perceptiva: o olhar. In.: A Descrição Etnográfica. São Paulo, Terceira Margem: 2004.

LAPLANTINE, François. A Etnografia como atividade lingüística: a escrita. In.: A Descrição Etnográfica. São Paulo, Terceira Margem: 2004.

FOOT-WHYTE, William. Treinando a observação participante. IN.: ZALUAR, Alba. (Ed.), Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1975.

Aula 17)

Considerações Finais sobre o Curso e Entrega dos Exercícios Etnográficos.

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