ANTROPOLOGIA CULTURAL
Universidade do
Estadual do Norte Fluminense
Laboratório de
Estudos da Sociedade Civil e do Estado
Centro de Ciências
do Homem
Professor:
Carlos Abraão Moura Valpassos
Apresentação
O Curso tem por
objetivo apresentar um primeiro panorama da Antropologia ao aluno,
familiarizando-o com as principais questões que caracterizam a disciplina. Para
tanto, o programa será dividido em unidades destinadas a tópicos específicos:
1) O Olhar Antropológico (discussão sobre a abordagem da disciplina, suas
origens no campo das ciências sociais e suas contribuições); 2) Etnocentrismo e
Relativismo; e 3) A Etnografia como Metodologia de Pesquisa.
Metodologia
As aulas do
curso serão expositivas, baseadas na bibliografia indicada para cada sessão. 02
(dois) filmes serão exibidos para proporcionar sua discussão pautada na
bibliografia lida.
Avaliação
O processo de
avaliação será efetuado por 03 (três) meios: 1) 20% da nota final corresponderá
à avaliação da participação do aluno em sala de aula, o que envolve sua
freqüência e suas intervenções nos debates; 2) 40% serão correspondentes a uma
prova sobre os textos discutidos, o que deve acontecer em meados do curso; 3)
os 40% restantes serão o resultado de um pequeno exercício etnográfico a ser desenvolvido
pelos estudantes, em grupos, sobre temas que despertem seus interesses, de modo
a familiarizá-los com o ofício do antropólogo e apresentá-los aos possíveis
“estranhamentos” despertados no campo.
I – O Olhar Antropológico
Aula 1)
MINER, Horace. O
Ritual do Corpo entre os Sonacirema. Publicação original: “Body ritual among the Nacirema”, American
Anthropologist, Vol. 58, n°3 (1956). p. 503-507.
Apresentação da Metodologia de Avaliação do Curso e da Proposta de
Trabalho Etnográfico em Grupo.
Aula 2)
LAPLANTINE, François. Introdução:
o campo e a abordagem antropológica. In.: Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense.
LINTON, Ralph. As Origens do
Homem. In.: O Homem – Uma Introdução à Antropologia. São Paulo, Martins:
S/D.
Aula 3)
MAUSS, Marcel. As
Técnicas do Corpo. In.: Sociologia e Antropologia. São Paulo, Cosac &
Naify: 2003.
LÉVI-STRAUSS, Claude. O feiticeiro e sua magia. In.: Antropologia Estrutural. Rio de
Janeiro, Tempo Brasileiro: 1985.
Aula 4)
DAMATTA, Roberto. Antropologia
no Quadro das Ciências. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia
Social. Rio de Janeiro, Rocco: 2000.
Aula 5)
Exibição e
discussão do Filme “Dança com Lobos”.
1990. Direção de Kevin Costner e roteiro de Michael Blake.
II –
Etnocentrismo e Relativismo
Aula 6)
LARAIA,
Roque de Barros. Cultura – Um Conceito Antropológico. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar Editor: 2002.
Aula 7)
DAMATTA, Roberto. Antropologia
e História. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia Social. Rio
de Janeiro, Rocco: 2000.
Aula 8)
LÉVI-STRAUSS,
Claude. Raça e História. In.:
Antropologia Estrutural 2. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro: 1993.
Aula 9)
KROEBER, A.
L. O Superorgânico. In.: Donald Pierson: Estudos de Organização Social. São Paulo, Livraria Martins Fontes
Editora: 1970.
Aula 10)
AHMADU,
F. Rites and Wrongs: an Insider/Outsider
reflects on Power and Excision. In: B. Shell-Duncan e Y. Hernlund (Ed.). Female
"Circumcision" in Africa Boulder and London, Lynne Riener: 2000.
p.283-330 (A ser apresentado pelo
Professor).
HERSKOVITZ, Melville. O problema
do relativismo cultural. In.:: Antropologia
cultural. São Paulo, Mestre Jou: 1963.
Aula 11)
Exibição e discussão do Filme “Um Homem Chamado
Cavalo” (1970).
Sinopse obtida em http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Man_Called_Horse:
John Morgan, um
aristocrata inglês de
modos refinados, faz parte de uma expedição em
Dacota em 1821, quando é
capturado pela tribo dos "Mãos Amarelas", índios da nação Sioux. É
inicialmente escravizado e tratado como um animal de carga pelos guerreiros.
Depois é colocado para trabalhar com as mulheres da tribo, em seus afazeres
domésticos. Com o tempo ele aprende a respeitar a cultura nativa, ao mesmo
tempo que seus captores o aceitam como um dos seus. Na tribo há outro homem
branco cativo, Batise, que só pensa em escapar. Morgan chega a matar dois
selvagens das tribos rivais (e os escalpela) e com isso consegue receber o almejado
status de "guerreiro",
passando a ser chamado de "Horse" pelos outros. Deseja casar-se com
uma índia, mas para isso deve passar por todo o doloroso
ritual imposto
pelas tradições da tribo.
Aula 12)
Avaliação escrita sobre os textos discutidos nas
Unidades I e II.
III - A
Etnografia como Metodologia de Pesquisa
Aula 13)
MALINOWSKI, Bronislaw K. Introdução:
tema, método e objetivo dessa pesquisa. In.: Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo, Abril:
1984.
DAMATTA, Roberto. O ofício do
Etnólogo ou como ter ‘Anthropological Blues’. In.: A Aventura Sociológica: objetividade, paixão,’ improviso e método na
pesquisa social. E. Nunes (org). Rio de Janeiro, Jorge Zahar:
1978.
Aula 14)
VELHO, Gilberto. Observando o
familiar. In.: Individualismo e
cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Rio
de Janeiro, Jorge Zahar: 1981.
DAMATTA, Roberto. Trabalho
de Campo. In.: Relativizando – Uma Introdução à Antropologia Social. Rio de
Janeiro, Rocco: 2000.
Aula 15)
Seminários dos
Grupos Apresentando os Resultados Obtidos em seus exercícios etnográficos.
Aula 16)
LAPLANTINE, François. A Etnografia como atividade Perceptiva: o olhar. In.: A Descrição
Etnográfica. São Paulo, Terceira Margem: 2004.
LAPLANTINE, François. A Etnografia como atividade lingüística: a escrita. In.: A
Descrição Etnográfica. São Paulo, Terceira Margem: 2004.
FOOT-WHYTE, William. Treinando a
observação participante. IN.: ZALUAR, Alba. (Ed.), Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro, Francisco
Alves: 1975.
Aula 17)
Considerações Finais sobre o Curso e Entrega dos
Exercícios Etnográficos.